Mais vale um cachorro amigo
Que um amigo cachorro
O Fogo desceu a serra
A água subiu o morro
No contrario do avesso
Ajudei no seu socorro
Mais vale um cachorro amigo
Quem um amigo cachorro
Um dinheiro emprestado
Foi motivo desta moda
Eu falo tudo que penso
O que penso ninguém poda
Quem não paga é caloteiro
Devagar a gente poda
Eu pedi o meu dinheiro
Mas minha te incomoda
Mais vale um cachorro amigo
Que um amigo cachorro
O Fogo desceu a serra
A água subiu o morro
No contrario do avesso
Ajudei no seu socorro
Mais vale um cachorro amigo
Quem um amigo cachorro
Caloteiro desce a serra
E não sobe nunca mais
Sobe o morro na goela
Na raça não é capaz
Um ditado Aqui deixo
Ditado nunca é demais
Quanto mais conheço o homem
Mais gosto dos animais
Mais vale um cachorro amigo
Que um amigo cachorro
O Fogo desceu a serra
A água subiu o morro
No contrario do avesso
Ajudei no seu socorro
Mais vale um cachorro amigo
Quem um amigo cachorro
Poemas & Modas Sertanejas de Viola simples , contando a simplicidade do Povo Sertanejo
sábado, 30 de março de 2019
Sonho de um Caipira Tidinha Preciosa / Gerson Amaro
Sonho de um Caipira
Tidinha Preciosa / Gerson Amaro
É madrugada na fazenda do Curisco
Meu amigo até arrisco , convido a viajar
O meu amigo Orlandinho companheiro
faz parte deste roteiro que eu vim aqui lembrar
Chama os meninos logo cedo para a lida
Nossa estrada da vida esta para começar
Vejo por cima, em meu sonho, a geada
Sereno da madrugada , vamos cedo trabalhar
Pelo trilheiro passa tudo até o passado
Meu presente é lembrado a viola vai chorar
Os bois bem prontos , com as cangas no pescoço
Eu me vejo ali tão moço , querendo pra lá voltar
Na guia vão , Mansidão e o Boi Chumbado
Tem Brioso tem Malvado aprendendo a carrear
O meu futuro é lembrar deste legado
Canto hoje esse sonhado , pra poder lhe emocionar
Vejo a moenda que girando traz Garapa
Minha mente adoçada , ela vai saborear
Dona Sinhá, fica ali só trabalhando
Um melado vai virando , para o mundo adoçar
Doce gamela de braúna trabalhada
Rapadura foi forjada , quem aqui vai me ajudar ?
Vejo o tacho , atiçando a fornalha
O caipira então trabalha , pra a vida celebrar
Então convido ao amigo uma viagem
Sei que estamos de passagem , vale a pena convidar
Lembre amigo de seus sonhos tão antigos
Viaje sempre aqui comigo nesta moda pra cantar
Nunca esqueça seu passado no presente
O futuro a nossa frente , nunca tarda de alcançar
Nosso passado será sempre a vitoria
Pois quem conta sua historia , nunca para de sonhar
quarta-feira, 27 de março de 2019
A Cartinha ( Toada ) Gerson Amaro
A Cartinha ( Toada )
Gerson Amaro
Arrecebi uma cartinha jeito antigo
Arrepare meu amigo o que ela foi dizê
Abri a carta, quase já sem o meu costume
Tinha cheiro de perfume, você tinha inté que vê
Até o carteiro achou meio diferente
Nunca viu a sua frente uma carta de amor
Então abri, o envelope da cartinha
Dentro dela amigo tinha, a rima do rimador
Papel de carta como era antigamente
Tem desenho inocente de uma rosa em botão
Caligrafia, bem escrita e detalhada
Com certeza até treinada com carinho e emoção
Tantas letrinhas com amor bem ajustadas
Quantas frases bem rimadas , um amor que não tem fim
Essa cartinha recebida no presente
Coloca na minha frente meu passado junto a mim
Então respondo numa moda apaixonada
Minha escrita não é nada, perto então de seu papel
Eu até tento responder na sua altura
Mas só tenho de escritura um pedacinho de céu
Mesmo assim tomei coragem e escrevinhei
Uma moda eu criei, e um amigo assim cantou
Sua cartinha , chegou e trouxe lembrança
E minha espera de bonança, junto dela me chegou
Cadeira Vazia – GERSON AMARO
Cadeira Vazia – GERSON AMARO
Lá na cozinha esta faltando uma pessoa
Que me magoa só eu me alembrar
Magoa sofrida de uma falta pela mesa
Hoje a tristeza resolveu me cutucar
Uma cadeira esá vazia em meu peito
Mas não tem jeito ninguém vai hoje sentar
Esta cadeira que o papai sentava nela
Abre a tramela dos meus olhos a chorar
O meu velhinho cozinhava para gente
Seis inocentes, seis bocas pra alimentar
E lá em casa todo mundo já sabia
Que alegria o papai vai cozinhar
Um frango assado no domingo era sagrado
Fogão queimado pela lenha a queimar
Hoje esta lenha queima o peito deste filho
Num estribilho que vou sempre soluçar
Hoje sentado nesta mesa me esvazio
Um arrepio fez meu coração rimar
Pois eu senti o meu papai por esta sala
E ninguém cala o meu jeito de pensar
Quem sabe um dia lá no céu encontremos
E sentaremos de novo pra prosear
Jesus conosco numa ceia infinita
Mesa bendita vamos todos se encontrar
Lá na cozinha esta faltando uma pessoa
Que me magoa só eu me alembrar
Magoa sofrida de uma falta pela mesa
Hoje a tristeza resolveu me cutucar
Uma cadeira esá vazia em meu peito
Mas não tem jeito ninguém vai hoje sentar
Esta cadeira que o papai sentava nela
Abre a tramela dos meus olhos a chorar
O meu velhinho cozinhava para gente
Seis inocentes, seis bocas pra alimentar
E lá em casa todo mundo já sabia
Que alegria o papai vai cozinhar
Um frango assado no domingo era sagrado
Fogão queimado pela lenha a queimar
Hoje esta lenha queima o peito deste filho
Num estribilho que vou sempre soluçar
Hoje sentado nesta mesa me esvazio
Um arrepio fez meu coração rimar
Pois eu senti o meu papai por esta sala
E ninguém cala o meu jeito de pensar
Quem sabe um dia lá no céu encontremos
E sentaremos de novo pra prosear
Jesus conosco numa ceia infinita
Mesa bendita vamos todos se encontrar
sexta-feira, 15 de março de 2019
Guerreiro do Mato Gerson Amaro
Guerreiro do Mato
Gerson Amaro
Sempre foi difícil a vida na roça
Quem sabe eu possa pra vocês passar
A dificuldade que passa o caipira
A moda inspira e faz hoje eu lembrar
Eu conto agora com minha viola
E os verso controla o que vou contar
Eu sou um caipira e carrego o cansaço
Mas hoje no aço vou lhe emocionar
As mãos calejadas , de tanto trabalho
Não houve atalho para encurtar
A roça é sustento mas cobra dobrado
Meu corpo cansado vem testemunhar
O sol de flagelo, a chuva de benção
Que jamais esqueçam do herói e seu lar
Só tem sua cama , forquilha e madeira
Paina e paineira , para descansar
Enxada duas caras, duas libras e meia
Já fiz cara feia pra modi enfrentar
Rastelo e rodo, queira ou não queira
Café na peneira pra se abanar
Já tratei de bicho, da seda e do mato
Ou corro ou mato, não posso falhar
Perigo da roça e até assombração
Quaresma irmão pra se respeitar
Mas nunca reclama da vida que leva
Seus olhos eleva , pra Deus lhe olhar
Sua boca agradece, do fundo do peito
Um simples respeito, na igreja rezar
Joelhos dobrados, só mais um esforço
Caipira é o reforço que vem me inspirar
Eu sou um caipira , do mato um guerreiro
Também violeiro , pra historias cantar
Gerson Amaro
Sempre foi difícil a vida na roça
Quem sabe eu possa pra vocês passar
A dificuldade que passa o caipira
A moda inspira e faz hoje eu lembrar
Eu conto agora com minha viola
E os verso controla o que vou contar
Eu sou um caipira e carrego o cansaço
Mas hoje no aço vou lhe emocionar
As mãos calejadas , de tanto trabalho
Não houve atalho para encurtar
A roça é sustento mas cobra dobrado
Meu corpo cansado vem testemunhar
O sol de flagelo, a chuva de benção
Que jamais esqueçam do herói e seu lar
Só tem sua cama , forquilha e madeira
Paina e paineira , para descansar
Enxada duas caras, duas libras e meia
Já fiz cara feia pra modi enfrentar
Rastelo e rodo, queira ou não queira
Café na peneira pra se abanar
Já tratei de bicho, da seda e do mato
Ou corro ou mato, não posso falhar
Perigo da roça e até assombração
Quaresma irmão pra se respeitar
Mas nunca reclama da vida que leva
Seus olhos eleva , pra Deus lhe olhar
Sua boca agradece, do fundo do peito
Um simples respeito, na igreja rezar
Joelhos dobrados, só mais um esforço
Caipira é o reforço que vem me inspirar
Eu sou um caipira , do mato um guerreiro
Também violeiro , pra historias cantar
segunda-feira, 11 de março de 2019
Moenda da Vida - Gerson Amaro
Moenda da Vida - Gerson Amaro
Escrevo rimas assim volto ao passado
Tenho rimado esta escrita no presente
No meu futuro vou salvando meu legado
Então eu volto ao passado novamente
Viajo em sonhos no papel escrevinhado
Amarelado pelo tempo da minha mente
A minha moda é escrever este sonhado
No complicado mundo que vem pela frente
Não sou poeta, sou caipira e rimador
A minha dor só tem um nome na verdade
São sete letras que me seguem onde eu for
Compositor quem tem sua dor em sua saudade
Com minha caneta nunca fui um professor
Mas sou doutor pra ensinar simplicidade
O meu diploma não ganhei de um diretor
Pois o amor , nunca ensinou na faculdade
Eu vou juntando fardos e assim vou vivendo
Vou aprendendo nesta roça tão querida
A minha enxada é minha caneta escrevendo
Me prometendo sempre a sua acolhida
Muitos amigos claro que eu vou colhendo
Vou recebendo a colheita desta lida
Meu desabafo outras vez vou descrevendo
Eu vou moendo na moenda da minha vida
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Noites de Poeta – Gerson Amaro
Noites de Poeta – Gerson Amaro
Olhos ordenhados secos de tristeza
Minha natureza foi só contemplar
Tive bons momentos durante os dias
Mas noites vazias fizeram rimar
Anos que passaram bem rapidamente
Se foram em frente foram indomáveis
Galopes constantes na estada da vida
As noites sofridas, foram intermináveis
Os anos que tenho me restam saudades
Das minhas verdades que teimam voltar
Mentiras sinceras jamais existiram
Canetas me viram , pra trás eu olhar
Estatua de sal eu nunca que verei
Mas claro que errei, duvidei da sorte
Quem é que não fica tentado ao erro
Em seu desespero , fugindo da morte
A noite a lua consola meus versos
Mas o sol perverso vem ela expulsar
Estrelas soldados, duelo constante
Um brilho num instante faz elas marchar
A luta do dia e da noite começa
Derrota é inversa no anoitecer
A lua então vence o sol novamente
Assim minha mente volta a escrever
Olhos ordenhados secos de tristeza
Minha natureza foi só contemplar
Tive bons momentos durante os dias
Mas noites vazias fizeram rimar
Anos que passaram bem rapidamente
Se foram em frente foram indomáveis
Galopes constantes na estada da vida
As noites sofridas, foram intermináveis
Os anos que tenho me restam saudades
Das minhas verdades que teimam voltar
Mentiras sinceras jamais existiram
Canetas me viram , pra trás eu olhar
Estatua de sal eu nunca que verei
Mas claro que errei, duvidei da sorte
Quem é que não fica tentado ao erro
Em seu desespero , fugindo da morte
A noite a lua consola meus versos
Mas o sol perverso vem ela expulsar
Estrelas soldados, duelo constante
Um brilho num instante faz elas marchar
A luta do dia e da noite começa
Derrota é inversa no anoitecer
A lua então vence o sol novamente
Assim minha mente volta a escrever
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