sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Saudade da Humildade (Gerson Amaro)

Saudade da Humildade (Gerson Amaro)

Hoje de novo encontrei me com saudade
Nossa humildade veio de novo lembrar
Eu sempre digo que saudades só se tem
De um alguém que lhe faça emocionar
Então lembrei de uma certa emoção
Meu coração queria logo soluçar
Pois hoje veio de encontro a lembrança
Eu de criança com meu papai a brincar

A nossa casa ficava numa fazenda
Amigo entenda o que eu vou lhe dizer
A nossa vida era só simplicidade
Nossa verdade reinava sobre o não ter
Um pedacinho de madeira era um cavalo
Assim lhe falo pra que possa entender
Bola de meia era meu maior brinquedo
Era o enredo que hoje rimo com prazer

Na minha cabeça eu queria ser soldado
Papel dobrado , fabricava um chapéu
Ali brincava com todo meus companheiros
Nosso terreiro parecia um quartel
Caixa vazia era um carrinho de boi
Que sempre foi feitas de um carretel
O fabricante era meu papai querido
Bem merecido hoje descansa no céu

Hoje a vida só se tem modernidades
Sei que saudade pode um dia acabar
Pois quem não tem seu passado de alegria
Pode um dia não ter nada pra lembrar
Hoje eu vejo crianças escravizadas
Sendo criadas pelo tal do celular
Um pai e mãe que não brinca com seu filho
Perde seu brilho ,vendo a chama se apagar

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Algema Invisível (Gerson Amaro)

Algema Invisível (Gerson Amaro)

Não vejo as cores, só em preto e branco
Caminho do pranto, eu já sei de cor
A minha saudade do meu velho campo
Lá era o meu canto e o meu xodó
Preso na cidade, algema invisível
Lugar bem sofrível, até tenho dó
Aqui eu não ouço cantar a humildade
A simplicidade de um xororó

No meio do mato eu vejo as cores
Esqueço as dores, não me sinto só
Ali eu caminho pela invernada
Na terra molhada eu planto jiló
Ali eu me visto do jeito que eu gosto
Então eu encosto o meu paletó
Um chapéu de palha em minha cabeça
Que eu nunca me esqueça ganhado da vó

Esse colorido um dia revejo
Pois sou sertanejo , não quero o pior
Se hoje estou preso na cidade grande
Meu peito se expande aguardando melhor
A minha cadeia é o meu trabalho
Aqui eu batalho , é meu xilindró
Um dia eu parto , ganho liberdade
Saio da cidade pro meu cafundó

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Fazenda da Vida (Gerson Amaro)



Fazenda da Vida (Gerson Amaro)

Na vida eu planto ,sou agricultor
Plantar o amor é a minha paixão
Garanto minha terra é muito bem cuidada
É bem preparada , um ótimo chão
Cuidei da semente, mas não deu em nada
A minha empreitada fui tudo em vão
Plantei em meu peito uma semente morta
Não brotou na horta de meu coração

De que adianta , ter todo cuidado
Se não foi brotado , colheita ausente
Eu juro cuidei , e dei todo carinho
Mas nem um brotinho , saiu da semente
Vou tombar a terra , esquecer o passado
Futuro aguardado , plantando o presente
Sou agricultor na fazenda da vida ,
Mas minha colhida é solidão somente

sábado, 8 de outubro de 2016

Visita na roça de feijão Gerson Amaro

Visita na roça de feijão
Gerson Amaro

Chuva é benção na roça , seca é a judiação
Falta de fé meu amigo ,foi minha situação
Quem aqui nunca errou , jogue sua pedra então
Sei que um dia eu pequei, quando vi o que plantei ,morrendo pelo meu chão

Tanto que eu tinha cuidado , minha roça de feijão
Sem água não vinga nada ,não brotou meu coração
Tanto que eu pedi pro céu , mandar chuva no sertão
Já tinha perdido a calma ,quando então ouvi a palma , barulho de duas mãos

Um senhor de muita idade ,me pedia refeição
Parecia bem cansado ,me deu até aflição
Quando eu servi seu prato , notei sua emoção
Almocei bem ao seu lado ,me senti envergonhado , por não servir o feijão

O Senhor me deu adeus ,e veio em minha direção
Me deu um forte abraço ,mostrando sua gratidão
Uma lagrima caia ,e molhava o meu chão
De repente o céu mudou ,o silencio se quebrou ,com a chuva e trovão

Hoje vejo minha roça ,mais que linda plantação
O Senhor me trouxe a chuva , germinou meu coração
O milagre aconteceu , qual seria a explicação ?
Quem aqui que acredita ? Que Jesus foi a visita , na minha roça de feijão.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Dia do Compositor (Gerson Amaro)

Dia do Compositor (Gerson Amaro)

Dia sete de outubro, Dia do compositor
Aquele que rimas sonhos, Com lembranças e amor
Que rima o passarinho, Procurando sua flor
Na moda três camarada , a classe representada ,De quem rima pro cantor

Zé Procópio grande amigo, de meu mestre Carreirinho
Poeta com maestria da cidade de Pardinho
Humildade na caneta , que a trata com carinho
Amigo hoje é seu dia . e a minha alegria é seguir o seu caminho

Ademar Braga eu respeito , na caneta é sonhador
Suas modas , poesias , um poeta rimador
Um sonho de um caboclo , um sucesso com louvor
Amigo hoje é seu dia . e a minha alegria é conhecer o senhor

Poeta Rubens Rubens Simoes , na caneta é garantido
Rimando daquele jeito , jeito novo e antigo
Sou declarado seu fã e na moda eu lhe digo
Amigo hoje é seu dia , e a minha alegria hoje é ser o seu amigo

Representei nesta moda , tres poetas , companheiros
Na moda tem o respeito , na caneta são os guerreiros
Defendendo o caipira , Alegrando os Brasileiro s
Amigos hoje é seu dia , e a minha alegria é rimar o dia inteiro

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Encomenda Gospel ( Evangélica)

Herdeiros do Reino
Gerson Amaro
Assim como um homem bom
Deixa a sua herança
Assim como diz o Pai
Sejamos como criança
Assim como tempestade
Que perde para bonança
Assim o meu bom Jesus
Um dia se deu numa Cruz
E é a nossa esperança

Somos Herdeiros do reino
Somos Herdeiros da cruz
Somos Herdeiros da fé
Caminhando com Jesus
Somos Herdeiros do reino
Herdeiros da humildade
Herdeiros de um caminho
Seja cruz ou com espinhos
Mas rumo a eternidade

domingo, 2 de outubro de 2016

A Morte de um Inocente ( Gerson Amaro)

A Morte de um Inocente ( Gerson Amaro)

Com licença meu senhor
Com licença minha senhora
Vou contar um causo triste
Na verdade não demora
Uma certa injustiça
Mentira é sem penhora
A morte de um inocente
Conto esta historia agora
Não repare se eu chorar
De alembrar meus olhos chora

Comerciante famoso
Lá pro lado das gerais
Só queria a riqueza
Dinheiro ,queira mais
O dinheiro sua ganância
Lhe trazia muitos ais
Não tinha muitos amigos
Nem buscava sua paz
Tinha uma mulher bonita
Sua esposa Bendita , honesta até demais

A esposa bem fiel
Nem de casa ela saia
Vivia pro seu marido
E nem tinha alegria
A sua honestidade
Em seu rosto a gente via
Mas um boato maldoso
Nas orelha se ouvia
Dizia que a inocente
E um coitado até bem crente
O seu marido traia

A conversa era errada
Juro nunca foi verdade
Mas o marido cismado
Já pensou numa maldade
A esposa era amiga
De um pobre na verdade
Doente de sua cabeça
Vivia na humildade
Ela dava lhe almoço
Pois tinha dó deste moço
Por sua simplicidade

O marido então ouviu
A conversa bem errada
Já pensou em traição
De sua esposa tão amada
Na verdade era mentira
Ela era uma coitada
Ele ficou escondido
Olhando pela beirada
Bem de traz de um muro alto
Como se fosse um assalto
Ajeitou a espingarda

Foi chegando aquele pobre
Que era meio abobado
Sorrindo querendo almoço
Como era acostumado
Bateu palma no portão
E nem viu bem ao seu lado
Um tiro quebrou a paz
No peito deste coitado
Oque esta acontecendo ,
Porque é que eu to morrendo ?
Eu não parto conformado"

Assassino na cadeia
A lei tem o seu critério
Até hoje aquele povo
Não entende o mistério
A coitada da esposa
Se desfez daquele império
Fez uma capela linda
Destaque no cemitério
"Aqui jaz um um inocente
A verdade nunca mente"
Nunca houve um adultério