Poemas & Modas Sertanejas de Viola simples , contando a simplicidade do Povo Sertanejo
quinta-feira, 27 de abril de 2023
terça-feira, 11 de abril de 2023
🤣🤣🤣
🤣🤣🤣🤣
Descendo a madeira
Gerson Amaro
Eu não passo mais vontade
Corro atrás do que é meu
Aquilo que já passou
O presente não viveu
Tô correndo atrás de tudo
Que sonhei a vida inteira
Na idade que eu tô
Quero viver sim senhor
Já tô descendo a madeira
Deu vontade de beber ...
Eu bebi
Deu vontade de comer ...
Eu comi
Vontade de namorar ...
Eu fui ali
Vontade de trabalhar
Credo ...
Eu nem senti
( Ou E eu dormi )
Meu pai me deu uma enxada
Duas libras afiada
Um cabo de guatambu
Já tava bem encabada
Mas tinha lá enrolado
Um cabelo nela inteira
Até hoje me enjoa
Eu não pego nojo a toa
Deus me livre que nojeira
Deu vontade de beber
Eu bebei
Deu vontade de comer
Eu comi
Vontade de namorar
Eu fui ali
Vontade de trabalhar
Credo ...
Eu nem senti
( Ou E eu dormi )
A cigarra e a formiga
Trabalham desta maneira
A formiga é de dia
A cigarra noite inteira
Eu canto com a viola
Recebemo de a meia
Trabalho enquanto cê dorme
Violeiro lobisome
Na espera da lua cheia
sábado, 8 de abril de 2023
🌻
Tanto faz
Gerson Amaro
Dizia que sentia ciúme
Que gostava muito
Do meu perfume
Dizia que minha presença
Te trazia paz
Agora tudo se resume
E mm nada a gente se assume
Agora tenho sua ausência
E seu tanto faz
Entendo oque eu não queria entender
Aceito oque eu não queria aceitar
Mas tá difícil tá doendo ...
Eu nem posso te olhar
Agora tá tudo mudado
Tudo junto é separado
E separado te garanto , tem doído demais
Agora tá tudo mudado
Tudo junto é separado
Separado é tudo junto
Então tanto faz ...
Então tanto faz
sexta-feira, 7 de abril de 2023
segunda-feira, 3 de abril de 2023
sexta-feira, 31 de março de 2023
☕☕☕
Rastelo da Vida
Gerson Amaro
No estado de São Paulo
A mais de quarenta ano
A roça era só café
Mudando todos os plano
Café para todo lado
Trabalho pra muito humano
A fartura era tanta
Fazendeiro Soberano
Colheita farta e com fé
Pra coar todo café
Só com todos oceanos
Na venda a gente comprava
Pagava no fim do ano
Patrão que fiava o povo
Não podia dar o cano
Era no fio do bigode
Nao existia engano
Uma rural sete cinco
Seu motorista o Baiano
Fazia o frete contente
Levando a compra da gente
Tudo num saco de pano
Na peneira de café
Meus sonhos fui abanando
No rastelo desta vida
Muitas cobras fui puxando
No terreiro da fazenda
A vida foi se espalhando
A saca sessenta quilos
Meu peito foi calejando
A florada é um momento
Igualando hoje o tempo
Meu cabelo foi branqueando



