terça-feira, 11 de abril de 2023

🤣🤣🤣

 🤣🤣🤣🤣


Descendo a madeira

Gerson Amaro 


Eu não passo mais vontade 

Corro atrás do que é meu 

Aquilo que já passou 

O presente não viveu 

Tô correndo atrás de tudo 

Que sonhei a vida inteira 

Na idade que eu tô 

Quero viver sim senhor 

Já tô descendo a madeira


Deu vontade de beber ...

Eu bebi 

Deu vontade de comer ...

Eu comi

Vontade de namorar ...

Eu fui ali 

Vontade de trabalhar

Credo ...

Eu nem senti 

( Ou E eu dormi )


Meu pai me deu uma enxada

Duas libras afiada 

Um cabo de guatambu 

Já tava bem encabada

Mas tinha lá enrolado 

Um cabelo nela inteira 

Até hoje me enjoa 

Eu não pego nojo a toa 

Deus me livre que nojeira 


Deu vontade de beber 

Eu bebei 

Deu vontade de comer 

Eu comi

Vontade de namorar 

Eu fui ali 

Vontade de trabalhar

Credo ...

Eu nem senti 

( Ou E eu dormi )


A cigarra e a formiga 

Trabalham desta maneira 

A formiga é de dia 

A cigarra noite inteira

Eu canto com a viola 

Recebemo de a meia 

Trabalho enquanto cê dorme 

Violeiro lobisome

Na espera da lua cheia

sábado, 8 de abril de 2023

🌻

 Tanto faz 

Gerson Amaro 


Dizia que sentia ciúme

Que gostava muito

Do meu perfume 

Dizia que minha presença 

Te trazia paz 


Agora tudo se resume 

E mm nada a gente se assume 

Agora tenho sua ausência 

E seu tanto faz 


Entendo oque eu não queria entender 

Aceito oque eu não queria aceitar 

Mas tá difícil tá doendo ...

Eu nem posso te olhar


Agora tá tudo mudado 

Tudo junto é separado 

E separado te garanto , tem doído demais 

Agora tá tudo mudado 

Tudo junto é separado 

Separado é tudo junto 

Então tanto faz ...


Então tanto faz

sexta-feira, 31 de março de 2023

☕☕☕

 Rastelo da Vida

Gerson Amaro 


No estado de São Paulo 

A mais de quarenta ano 

A roça era só café 

Mudando todos os plano

Café para todo lado 

Trabalho pra muito humano

A fartura era tanta 

Fazendeiro Soberano

Colheita farta e com fé 

Pra coar todo café 

Só com todos oceanos


Na venda a gente comprava 

Pagava no fim do ano 

Patrão que fiava o povo 

Não podia dar o cano 

Era no fio do bigode 

Nao existia engano 

Uma rural sete cinco 

Seu motorista o Baiano

Fazia o frete contente 

Levando a compra da gente 

Tudo num saco de pano


Na peneira de café 

Meus sonhos fui abanando

No rastelo desta vida

Muitas cobras fui puxando 

No terreiro da fazenda 

A vida foi se espalhando

A saca sessenta quilos

Meu peito foi calejando 

A florada é um momento 

Igualando hoje o tempo  

Meu cabelo foi branqueando