HERDEIROS NA IGUALDADE
Gerson amaro
Eu conto agora um causo muito famoso
Me sinto bem orgulhoso por contar esta verdade
Eu conto a historia de uma morte bem sentida
A passagem de uma vida , rumo a eternidade
Um fazendeiro por muitos bem respeitado
Me sinto emocionado de falar desta saudade
Era um exemplo , pra ser sempre bem seguido
Era mais que um amigo pela sua lealdade
O Fazendeiro amigo de todo mundo
Tinha um amor bem profundo pelas sua propriedade
Na propriedade ele morava com a família
Sua esposa Dona Emilia e seus filhos na igualdade
Mas o dois filhos mesma fé e mesma crença ,
Tinham uma diferença sobre então a sociedade
Filho mais velho com sangue de fazendeiro
O mais novo era um guerreiro ,adotado na cidade
Logo depois de o velório acontecido
Um dia mais que sofrido com a sua intensidade
Filho mais velho e de sangue disse então
"Quero nesta ocasião ,dizer logo minha vontade
Como sou filho de sangue e o primeiro
Me sinto maior herdeiro quero as duas metades
Pois o mais novo , mesmo sendo meu irmão
Sempre foi de criação , não de sangue de verdade"
Foi a surpresa quando disse este recado
E talvez traumatizado , não pensou que era maldade
E o mais novo a cabeça então baixou
E foi então que chorou , por esta infelicidade
Mas na porteira chegava , de terno claro
Em um luxuoso carro uma grande autoridade
Então dizia "Eu tenho aqui um documento"
Na sua mão um testamento , dentro da legalidade
No testamento dizia assim escrito
"Meus filhos eu acredito , no céu e na Santidade
Esses meus filhos são iguais filhos de sangue
Espero que não se zangue , mas uso a sinceridade
O mesmo sangue que derramou lá na cruz
O sangue de meu Jesus foi por toda a humanidade
Se somos filhos de um só Pai então divido
Os meus dois filhos querido . são herdeiros na igualdade "
Poemas & Modas Sertanejas de Viola simples , contando a simplicidade do Povo Sertanejo
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Vestido Amarelo Gerson Amaro
Vestido Amarelo
Gerson Amaro
Ela foi chegando , como chega a lua
A noite era sua e o brilho era dela
O céu se abriu , para o seu bailado
Sempre apaixonado, olhei para ela
Vestia um vestido ,que marcou pra mim
Feito de cetim e sua cor amarela
Vestido amarelo e seu cabelo loiro
Bem mais que um tesouro ,que imagem tão bela
Vestido amarelo , amor feito ouro
Bem mais que um tesouro , te quero pra mim
Seu brilho é eterno e pra mim continua
Nem o sol e lua brilha tanto assim
Gerson Amaro
Ela foi chegando , como chega a lua
A noite era sua e o brilho era dela
O céu se abriu , para o seu bailado
Sempre apaixonado, olhei para ela
Vestia um vestido ,que marcou pra mim
Feito de cetim e sua cor amarela
Vestido amarelo e seu cabelo loiro
Bem mais que um tesouro ,que imagem tão bela
Vestido amarelo , amor feito ouro
Bem mais que um tesouro , te quero pra mim
Seu brilho é eterno e pra mim continua
Nem o sol e lua brilha tanto assim
Sonho de Sertão Gerson Amaro
Sonho de Sertão
Gerson Amaro
Eu acordei ,hoje com minha saudade
Um sonho, quase verdade, eu então me emocionei
Pois quem não chora, de lembrar-se de um passado
Neste sonho emocionado, foi assim que eu chorei
Mesmo dormindo, me sentia acordado
Com meus pais bem do meu lado, no sertão que eu deixei
Na mesma casa, casa velha de madeira
Na entrada uma porteira, no mourão que coloquei
E neste sonho meu papai estava contente
Bem ali na minha frente, me chamou para prosear
A minha mãe, na cozinha preparava
A comida que eu gostava, um franguinho ia assar
Na nossa prosa, o meu pai me perguntava
Como é que eu estava, se podia me ajudar
Então eu disse, “Meu papai juro eu queria
Viver nesta alegria, e pra sempre ser meu lar “
Meu papaizinho, meio que desconfiado
A conversa pois de lado e a viola foi buscar
E neste sonho meu papai tocou um pouco
Moda Sonho de Caboclo do amigo Ademar
Após a moda e o almoço de um franguinho
O meu querido velhinho ,com minha mãe veio falar
“Filho querido , mesmo que seja um sonho
Eu aqui já lhe proponho com a gente vir morar “
Ainda eu moro ,na cidade, bem distante
De tudo que é importante, vivo só na solidão
Quando eu durmo eu sonho a felicidade,
Até mato a saudade, dentro do meu coração
Mas quando acordo já me vem o desespero
E começa o pesadelo, a cidade é ilusão
Um dia acordo , pai e mãe já me aguarde
Vai ser minha realidade , o meu sonho de sertão
Gerson Amaro
Eu acordei ,hoje com minha saudade
Um sonho, quase verdade, eu então me emocionei
Pois quem não chora, de lembrar-se de um passado
Neste sonho emocionado, foi assim que eu chorei
Mesmo dormindo, me sentia acordado
Com meus pais bem do meu lado, no sertão que eu deixei
Na mesma casa, casa velha de madeira
Na entrada uma porteira, no mourão que coloquei
E neste sonho meu papai estava contente
Bem ali na minha frente, me chamou para prosear
A minha mãe, na cozinha preparava
A comida que eu gostava, um franguinho ia assar
Na nossa prosa, o meu pai me perguntava
Como é que eu estava, se podia me ajudar
Então eu disse, “Meu papai juro eu queria
Viver nesta alegria, e pra sempre ser meu lar “
Meu papaizinho, meio que desconfiado
A conversa pois de lado e a viola foi buscar
E neste sonho meu papai tocou um pouco
Moda Sonho de Caboclo do amigo Ademar
Após a moda e o almoço de um franguinho
O meu querido velhinho ,com minha mãe veio falar
“Filho querido , mesmo que seja um sonho
Eu aqui já lhe proponho com a gente vir morar “
Ainda eu moro ,na cidade, bem distante
De tudo que é importante, vivo só na solidão
Quando eu durmo eu sonho a felicidade,
Até mato a saudade, dentro do meu coração
Mas quando acordo já me vem o desespero
E começa o pesadelo, a cidade é ilusão
Um dia acordo , pai e mãe já me aguarde
Vai ser minha realidade , o meu sonho de sertão
Menino e Destino Gerson Amaro
Menino e Destino
Gerson Amaro
O tempo passou não sou mais menino
Hoje meu destino é o meu presente
É tudo que tenho , na minha estrada
Sigo a jornada , vivendo somente
Se o meu passado não volta jamais
Não olho pra traz , nem olho pra frente
O tempo que quero , e hoje é agora
Pois não me demora , o futuro ausente
Meus cabelos brancos , medalhas da vida
É flor envolvida , num imenso jardim
As minhas medalhas , refletem a verdade
A flor da idade , são rugas enfim
Minhas mãos pintadas , são mãos de caboclo
O sol , pouco a pouco as deixou assim
As mãos que escrevem , são minha enxadas
Letras bem rimadas , são versos sem fim
Olho para o céu , então imagino
Menino e Destino , segurando a mão
Num breve passeio , proseiam bastante
Passeio importante , pra inspiração
O céu do poeta é farto é imenso
E muito propenso pra imaginação
Que o céu , seja o agora e sempre bonito
Feito o infinito , em minha canção
Gerson Amaro
O tempo passou não sou mais menino
Hoje meu destino é o meu presente
É tudo que tenho , na minha estrada
Sigo a jornada , vivendo somente
Se o meu passado não volta jamais
Não olho pra traz , nem olho pra frente
O tempo que quero , e hoje é agora
Pois não me demora , o futuro ausente
Meus cabelos brancos , medalhas da vida
É flor envolvida , num imenso jardim
As minhas medalhas , refletem a verdade
A flor da idade , são rugas enfim
Minhas mãos pintadas , são mãos de caboclo
O sol , pouco a pouco as deixou assim
As mãos que escrevem , são minha enxadas
Letras bem rimadas , são versos sem fim
Olho para o céu , então imagino
Menino e Destino , segurando a mão
Num breve passeio , proseiam bastante
Passeio importante , pra inspiração
O céu do poeta é farto é imenso
E muito propenso pra imaginação
Que o céu , seja o agora e sempre bonito
Feito o infinito , em minha canção
Entre o Rio e o Mar Gerson Amaro
Entre o Rio e o Mar
Gerson Amaro
Hoje eu decido a minha partida
E a minha escolhida entre o rio e o mar
No rio me espera e ainda impera
A minha quimera que ouso sonhar
Mas o oceano me guarda também
No mar tem alguém que quer me alegrar
Então olho firme para o horizonte
Quem quer que eu conte, quem vai me levar ?
Sua correnteza me faz bem mais forte
Não conto com a sorte o rio faz nadar
Pois quando atravesso sua correnteza
Se tem na certeza a nascente é seu lar
Nascente do rio é uma água tão mansa
O rio é criança , e quer sempre brincar
Também sou criança e lá quero viver
Quem eu vou escolher entre o rio e o mar ?
O mar é imenso , é forte grandeza
Tão grande a beleza , que me faz pensar
Suas ondas chegam e se quebram na areia
Mas feito sereias se voltam ao mar
Assim é minha lida que sempre se volta
Abrindo as portas pra recomeçar
Hoje eu decido minha entre minha querida
Qual minha escolhida entre a rio e o mar?
Então eu escolho com muita esperteza
Minha natureza é nunca separar
Mas quem muito escolhe acaba escolhido
Meu peito querido resolveu falar
Lá no amazonas meu peito se encanta
Minha voz hoje canta pro meu alegrar
Velha Pororoca no final poe um ponto
Escolho o encontro entre o rio e o mar .
Gerson Amaro
Hoje eu decido a minha partida
E a minha escolhida entre o rio e o mar
No rio me espera e ainda impera
A minha quimera que ouso sonhar
Mas o oceano me guarda também
No mar tem alguém que quer me alegrar
Então olho firme para o horizonte
Quem quer que eu conte, quem vai me levar ?
Sua correnteza me faz bem mais forte
Não conto com a sorte o rio faz nadar
Pois quando atravesso sua correnteza
Se tem na certeza a nascente é seu lar
Nascente do rio é uma água tão mansa
O rio é criança , e quer sempre brincar
Também sou criança e lá quero viver
Quem eu vou escolher entre o rio e o mar ?
O mar é imenso , é forte grandeza
Tão grande a beleza , que me faz pensar
Suas ondas chegam e se quebram na areia
Mas feito sereias se voltam ao mar
Assim é minha lida que sempre se volta
Abrindo as portas pra recomeçar
Hoje eu decido minha entre minha querida
Qual minha escolhida entre a rio e o mar?
Então eu escolho com muita esperteza
Minha natureza é nunca separar
Mas quem muito escolhe acaba escolhido
Meu peito querido resolveu falar
Lá no amazonas meu peito se encanta
Minha voz hoje canta pro meu alegrar
Velha Pororoca no final poe um ponto
Escolho o encontro entre o rio e o mar .
Lenço Querido Gerson Amaro
Lenço Querido
Gerson Amaro
Saio bem cedo junto com minha saudade
A minha felicidade eu agora vou buscar
Procuro risos ,alegrias e bonanças
Busco as minhas lembranças ,hoje quero recordar
Chego no sitio já escuto o silencio
Então busco um velho lenço para lagrimas secar
Os passarinhos cantam em primeira voz
Parecem cantar por nós , e o silencio enfeitar
Vejo bem simples , a casinha de madeira
Minha saudade é inteira então tive que entrar
Aquele piso feito de terra batida
Quantas vezes nesta vida , ali pude então pisar
Lá na cozinha vi meu velho companheiro
Fogão de lenha vermelho que tinha pra cozinhar
A sua taipa nos esquentava no frio
Hoje o casebre vazio ,faz meu lenço funcionar
Então procuro quase como um tesouro
Vale mais que todo ouro nesta terra a reluzar
Uma enxada , velha toda enferrujada
Minha mente já cansada , hoje quer lhe encontrar
Quando encontro , é um encontro esperado
Pois me vejo no passado com meu pai a trabalhar
Então eu busco o meu lenço já molhado
Meu olhar já ordenhado , seu trabalho é enxugar
Este meu lenço também tem a sua historia
Tem em sua trajetória , muito a me igualar
Um simples lenço comprado lá na cidade
Presente na mocidade , que hoje eu fui achar
Como este lenço eu também vim da cidade
Hoje com a minha saudade , resolvi aqui voltar
Lenço querido se hoje esta bem molhado
É graças ao meu passado ,meu presente é chorar
Gerson Amaro
Saio bem cedo junto com minha saudade
A minha felicidade eu agora vou buscar
Procuro risos ,alegrias e bonanças
Busco as minhas lembranças ,hoje quero recordar
Chego no sitio já escuto o silencio
Então busco um velho lenço para lagrimas secar
Os passarinhos cantam em primeira voz
Parecem cantar por nós , e o silencio enfeitar
Vejo bem simples , a casinha de madeira
Minha saudade é inteira então tive que entrar
Aquele piso feito de terra batida
Quantas vezes nesta vida , ali pude então pisar
Lá na cozinha vi meu velho companheiro
Fogão de lenha vermelho que tinha pra cozinhar
A sua taipa nos esquentava no frio
Hoje o casebre vazio ,faz meu lenço funcionar
Então procuro quase como um tesouro
Vale mais que todo ouro nesta terra a reluzar
Uma enxada , velha toda enferrujada
Minha mente já cansada , hoje quer lhe encontrar
Quando encontro , é um encontro esperado
Pois me vejo no passado com meu pai a trabalhar
Então eu busco o meu lenço já molhado
Meu olhar já ordenhado , seu trabalho é enxugar
Este meu lenço também tem a sua historia
Tem em sua trajetória , muito a me igualar
Um simples lenço comprado lá na cidade
Presente na mocidade , que hoje eu fui achar
Como este lenço eu também vim da cidade
Hoje com a minha saudade , resolvi aqui voltar
Lenço querido se hoje esta bem molhado
É graças ao meu passado ,meu presente é chorar
A flor do Ipê Gerson Amaro
A flor do Ipê
Gerson Amaro
Será que já percebeu?
O Ipê que Deus nos deu
Que nos dá uma lição ?
Uma arvore tão forte
Quando seca lembra a morte
Mas floreia vida então
Assim deve ser o amor
Que deve brotar uma flor
Na seca do coração
Pois o Ipê assim floresce
Nos galhos secos aparece
A flor da ressurreição
Então faça como o Ipê
Deixa a vida renascer
E brotar no peito seu
Quero ser o beija flor
Que vai beijar este amor
Que em mim então nasceu
Faça como Deus bendito
Que no amor infinito
Por amor nos concebeu
Seja como a flor do ipê
E antes do amor morrer
Floreie nos braços meus
Gerson Amaro
Será que já percebeu?
O Ipê que Deus nos deu
Que nos dá uma lição ?
Uma arvore tão forte
Quando seca lembra a morte
Mas floreia vida então
Assim deve ser o amor
Que deve brotar uma flor
Na seca do coração
Pois o Ipê assim floresce
Nos galhos secos aparece
A flor da ressurreição
Então faça como o Ipê
Deixa a vida renascer
E brotar no peito seu
Quero ser o beija flor
Que vai beijar este amor
Que em mim então nasceu
Faça como Deus bendito
Que no amor infinito
Por amor nos concebeu
Seja como a flor do ipê
E antes do amor morrer
Floreie nos braços meus
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